Endometriose de diafragma

A endometriose é definida como a presença de tecido endometrial (estroma e/ou glândulas) fora da cavidade do útero. Esta doença atinge 10 a 15% de mulheres em idade reprodutiva.

A endometriose pode localizar-se em diversos locais e órgãos, com maior prevalência nas estruturas pélvicas. Porém, existem localizações incomuns da endometriose que devem ser investigadas quando há sintomas que justifiquem a hipótese de lesão nestes órgãos. Os locais mais raros onde a endometriose já foi descrita foram a amígdala, mama, pulmão e o diafragma. Nas pacientes que foram submetidas a cirurgia de endometriose profunda em Phoenix (EUA), aproximadamente 0,6% possuem lesão do diafragma. Verificou-se, no entanto, que cerca de 80% das pacientes que possuem lesão diafragmática terão concomitantemente lesão de endometriose pélvica.

Os sintomas provocados pela endometriose são normalmente dor e infertilidade, porém dependendo da localização ela pode provocar disfunções nos órgãos acometidos pela doença. No caso do diafragma, a endometriose pode levar ao aparecimento do pneumotórax espontâneo, dor torácica e hemoptise (tosse com sangue), principalmente no período menstrual. O pneumotórax é a presença de ar no parênquima (tecido) pulmonar colabando os alvéolos, responsáveis pela troca gasosa, diminuindo, consequentemente, a concentração de oxigênio nas células.

A endometriose diafragmática pode ser detectada pela ressonância magnética, cuja sensibilidade varia de 78 a 83%. O diagnóstico definitivo é feito com a análise histopatológica do material retirado cirurgicamente.

O tratamento para a endometriose no diafragma pode ser feita de forma conservadora com tratamento medicamentoso hormonal ou por extirpação cirúrgica, em casos de insucesso do tratamento conservador ou de quadro agudo.

OBS.:

Cirurgia de Sugarbaker – peritonectomia diafragmática, que pode ser com ou sem retirada da endometriose do diafragma. Alta media 10 dias, 7/9 dreno pulmonar, 3 horas de cirurgia e 100 ml de perda sanguinea. Num período de 06 meses sem recidiva e presença de aderência em 01 paciente.

(ref.: Chiantera V., 2016)

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