O que é o pólipo uterino e quando procurar um médico

Médica segurando um útero de mentira

Diversas doenças uterinas podem afetar negativamente a rotina da mulher, causando desconfortos, indisposição e cólicas fortes, que muitas vezes são consideradas normais do período menstrual. Entretanto, é muito importante se manter atenta com a saúde do útero, pois pequenos sinais podem indicar doenças sérias.

Uma dessas doenças uterinas é o pólipo uterino. O pólipo ocorre quando há o crescimento excessivo de tecido uterino no endométrio, formando pequenos cistos (como se fossem pequenas bolinhas), que vão se desenvolvendo em direção ao interior do útero. Embora não possa ser considerado um câncer, o pólipo uterino pode evoluir para uma lesão maligna quando não tratado adequadamente.

Acredita-se que  o surgimento dos pólipos seja ocasionado pelo desequilíbrio hormonal. Por isso, mulheres com obesidade ou hipertensão e que tenham histórico de alteração hormonal (principalmente com altos níveis de estrogênio), são mais propensas a desenvolver a doença.

Infelizmente, muitas doenças ginecológicas ainda não tiveram suas causas totalmente elucidadas e, nesses casos, manter uma rotina regular de consultas com o ginecologista e um estilo de vida saudável pode ser essencial para prevenir os riscos dessas doenças. 

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas do pólipo uterino são parecidos com o da endometriose, sendo que os principais são:

  • Aumento do fluxo sanguíneo no período menstrual;
  • Aumento da duração do ciclo menstrual;
  • Período menstrual irregular;
  • Sangramento intermenstrual;
  • Sangramento vaginal após a menopausa;
  • Sangramento vaginal após as relações sexuais;
  • Dor parecida com a cólica menstrual (um sintoma um pouco mais incomum mas que pode ocorrer);
  • Dificuldade para engravidar (pois os pólipos podem dificultar a implantação do óvulo fertilizado na parede uterina).

Muitos desses sintomas são ignorados, especialmente os sintomas relacionados com a menstruação, considerados normais ou comuns por muitas mulheres. Caso a mulher apresente um ou mais desses sintomas é importante que procure um ginecologista para o diagnóstico e possível tratamento. O diagnóstico é realizado na maioria dos casos através de uma ultrassonografia, exame solicitado frequentemente em consultas de rotina no ginecologista.

Entretanto, alguns casos não podem ser identificados apenas com a ultrassonografia, sendo necessário uma investigação mais detalhada através da histeroscopia diagnóstica, um tipo de exame especializado para a investigação de pólipos.

Tratamento para os casos de pólipo uterino

O tratamento depende do tamanho dos pólipos no momento do diagnóstico e se há ou não a presença de sintomas. Sendo assim, nos casos em que os pólipos são pequenos não há a necessidade de tratamento medicamentoso ou cirúrgico, mas sim do acompanhamento regular por parte do ginecologista para verificar se os pólipos uterinos evoluíram ou regrediram.

Entretanto, nos casos onde o ginecologista avalia os pólipos e identifica que eles podem evoluir para um câncer de útero, entra em jogo o tratamento medicamentoso, usando anticoncepcionais ou remédios que atuam diminuindo a produção de estrógeno e progesterona. Na maioria dos casos, o tratamento medicamentoso proposto não é efetivo a longo prazo, e após a interrupção dos medicamentos os sintomas voltam a aparecer, assim como os pólipos.

Nos casos onde os pólipos já estão maiores e a mulher apresenta sintomas, o tratamento cirúrgico para a remoção dos pólipos é o mais indicado. O tratamento cirúrgico é chamado de histeroscopia, e consiste na retirada dos pólipos da parede do útero através de um procedimento parecido com a endoscopia do útero. Há casos também onde não é possível realizar nem a histeroscopia nem o tratamento medicamentoso, e quando os pólipos estão se tornando malignos e evoluindo para um câncer é realizada a cirurgia de retirada do útero.

Além disso, as mulheres com pólipo uterino que não têm filhos mas desejam ter, podem desenvolver uma maior ansiedade e medo no decorrer do tratamento, dificultando a adesão ao tratamento. Por isso, o apoio emocional e psicológico de familiares e amigos durante o tratamento dos pólipos também é de suma importância.,

Pólipo uterino e gravidez

Para as mulheres que desejam engravidar, o tratamento mais indicado ainda é a histeroscopia, sendo realizada mesmo em casos onde os pólipos são pequenos e não precisariam de um tratamento cirúrgico. Os pólipos, por menores que sejam, pode ocasionar o aborto espontâneo e dificultar a implantação do óvulo fertilizado na parede do útero.

Embora os pólipos possam ser tratados facilmente, o diagnóstico e o tratamento devem ser precoces, para diminuir ao máximo os riscos de complicações e infertilidade. Como foi mencionado no início do texto, não há uma forma exata para se prevenir o surgimento de pólipos, mas a forma mais eficaz de evitar complicações é manter uma rotina regular de consultas com o ginecologista, pois nos exames de rotina é possível identificar a presença de pólipos quando ainda estão no começo de seu desenvolvimento.

Para essa identificação precoce é necessário que o profissional seja especializado na área e nas doenças ginecológicas de alta complexidade. O Instituto Crispi conta com profissionais especializados e com vasta experiência na área de doenças ginecológicas e técnicas cirúrgicas minimamente invasivas. Marque sua consulta e agende a sua histeroscopia, iniciando um tratamento precoce mais rápido, sem a necessidade de encaminhamentos e reduzindo as complicações que as doenças uterinas podem causar.

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