Prolapso genital. Você sabe o que é? Saiba como funciona a correção cirúrgica em pacientes idosas.

Os prolapsos genitais ocorrem quando a fragilidade dos músculos leva à perda da sustentação dos órgãos pélvicos. Em termos médicos, poderíamos classificá-los como herniações que surgem nas paredes vaginais (anterior, posterior ou laterais), e/ou do útero (quando este ainda existe) ou da cúpula vaginal (nos casos de histerectomia prévia). Existem diversos fatores de risco para o aparecimento dos prolapsos genitais, alguns reversíveis e outros irreversíveis. Alguns exemplos de fatores de risco irreversíveis são a idade, menopausa, fator genético e doenças do colágeno.

Uma pesquisa extraída do Pubmed revelou que o aumento da expectativa de vida (idosos com mais de 65 anos) e, consequentemente, dos prolapsos genitais fez crescer a procura pelo tratamento cirúrgico de tal patologia see.

Alguns procedimentos utilizados para essa finalidade são: a sacrocolpopexia abdominal (cirurgia feita por via abdominal fixando a cúpula vaginal ao sacro que são os ossos maleáveis no final da coluna), fixação do ligamento sacroespinhoso (faixa fibrosa que liga a espinha do isso ilíacos ao sacro), suspensão uterossacral (elevação da parede vaginal ancorando-o ao ligamento uterossacro) e fixação iliococcígea (fixação da parede vaginal ao músculo iliococcigeo).

Apesar do advento da cirurgia robótica, o risco de complicacões graves é menor nas cirurgias via vaginal nas pacientes idosas. Portanto, a cirurgia vaginal deve ser considerada o procedimento cirúrgico de primeira escolha baseado na idade, riscos e duração da cirurgia. A faixa etária para definição da escolha da via cirúrgica ainda não está estabelecida, e portanto, deve ser discutida e definida com a participação da paciente.

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