O que é a adenomiose uterina

Se consultar regularmente com um ginecologista traz muitos benefícios para a saúde da mulher, além de ser uma ótima forma de identificar doenças já no estágio inicial de desenvolvimento, o que melhora as condições de tratamento e aumenta as chances de uma recuperação mais rápida e menos consequências.

Atualmente existem doenças ginecológicas que, embora não sejam tão conhecidas, são um risco para a saúde da mulher, e se não tratadas podem acabar evoluindo para condições clínicas mais sérias. Uma das condições que podem afetar a saúde ginecológica e até mesmo a fertilidade é a adenomiose uterina, uma doença que vem se tornando comum na vida de muitas mulheres.

O que é a adenomiose uterina

A adenomiose uterina é uma condição clínica que faz com que as paredes uterinas se tornem mais espessas, causando dores uterinas muito intensas, e que pode comprometer até mesmo a fertilidade da mulher. Fisiologicamente falando, a adenomiose uterina é caracterizada quando há a presença de glândulas endometriais e estroma na musculatura da parede uterina, o que acarreta no aumento uterino característico da doença, sendo que o útero pode até mesmo triplicar de seu tamanho normal.

Um dos grandes problemas da doença é que ela é assintomática em muitos casos, assim a mulher que possui adenomiose uterina tem dificuldades para ser diagnosticada quando não faz exames ginecológicos regularmente ou quando não se atenta aos sintomas apresentados, caso os tenha. Embora não haja um consenso sobre as causas da adenomiose uterina, acredita-se que a doença está relacionada a: traumas ginecológicos sofridos no útero, múltiplas gestações e parto por cesárea.

Principais sintomas da adenomiose uterina

Assim como diversas outras doenças de cunho ginecológico, a adenomiose uterina é em grande parte dos casos assintomática. A paciente não apresenta sintomas, mas a doença continua evoluindo e em muitos casos só é descoberta quando a paciente engravida ou investiga os motivos que estão dificultando sua gestação.

No entanto, quando é sintomática, os principais sintomas relatados pela paciente são:

  • Inchaço abdominal, um dos principais sintomas da doença;
  • Cólicas intensas, mesmo fora do período menstrual;
  • Dor no momento da evacuação, tanto no período menstrual quanto fora dele;
  • Dor durante e após a relação sexual;
  • Aumento da intensidade do fluxo menstrual e aumento da duração do período menstrual, o que pode até mesmo resultar em uma anemia;
  • Prisão de ventre, principalmente no período menstrual.

Em muitos casos os sintomas se manifestam apenas quando a mulher engravida, e em todas as portadoras de adenomiose uterina os sintomas param de se manifestar logo quando a mulher entra na menopausa. Em casos assintomáticos, o diagnóstico se torna mais difícil, ocorrendo apenas durante exames de rotina e visitas regulares ao ginecologista

Quais as formas de diagnóstico da doença

O diagnóstico da adenomiose uterina é dificultado pela ausência de sintomas, ou então quando a paciente possui sintomas e não investiga a causa por julgá-los normais, como as cólicas intensas. Parte dos diagnósticos de adenomiose uterina realizados ocorrem quando a paciente está sendo avaliada para investigar casos de endometriose, fibromas ou então a causa de dores pélvicas. Para diagnosticar a doença, os principais exames utilizados são:

  • Ultrassonografia transvaginal;
  • Ressonância Magnética;
  • Histerossonografia.

Os exames para identificação da adenomiose uterina são importantes e o diagnóstico só é definitivo após a realização de uma histerectomia para análise histológica. É muito importante que o diagnóstico seja precoce, pois essa condição pode induzir um aborto em mulheres grávidas ou então casos de gravidez ectópica (quando o feto não consegue se desenvolver no útero).

Como ocorre o tratamento da adenomiose uterina

O tratamento deve ser iniciado o quanto antes, para evitar complicações e também os sintomas da adenomiose, que podem atrapalhar (e muito) o dia a dia da portadora da doença. A principal forma de tratamento conhecida é a histerectomia. A histerectomia consiste na retirada do útero, que pode ser realizada de forma minimamente invasiva através da videolaparoscopia, por via abdominal ou vaginal. Esse tratamento é recomendado em casos específicos, levando em consideração diversos aspectos, principalmente se a paciente deseja engravidar futuramente.

Outras formas de tratamento da adenomiose são:

  • Tratamento medicamentoso, com a administração de medicamentos anti-inflamatórios para amenizar a dor durante o período menstrual.
  • Tratamento hormonal, com a implantação de DIU ou administração de anticoncepcionais, sendo que essa forma de tratamento é similar ao tratamento hormonal da endometriose.

Cuide da sua saúde: se consulte regularmente com um ginecologista

A saúde ginecológica requer muita atenção e cuidado por parte da mulher. Doenças cujos casos são na maioria assintomáticos só são identificados quando a doença está em um estágio grave ou durante consultas regulares. Doenças como a endometriose e a adenomiose uterina podem prejudicar a fertilidade da mulher, além de trazer consequências que podem atrapalhar o seu dia a dia e sua vida.

Ao se consultar regularmente com um ginecologista exames de rotina são solicitados, e com esses exames é possível detectar diversas doenças ginecológicas no estágio inicial, o que facilita o diagnóstico e o tratamento efetivo, aumentando as chances de uma recuperação rápida e de menos danos para a saúde, principalmente em questões de fertilidade para as mulheres que desejam ter filhos.

É importante se consultar com profissionais especializados no assunto. No Instituto Crispi você encontra profissionais especializados na saúde ginecológica. Aqui você encontra opções de tratamento com cirurgias minimamente invasivas, como a videolaparoscopia. Agende hoje mesmo sua consulta, clicando aqui.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *