Câncer de endométrio, seus sintomas e tratamento

O endométrio é muito conhecido e falado por causa da endometriose, doença que causa o crescimento do endométrio fora da área intra uterina. Mas o que pouca gente sabe é que esse local também pode ser o alvo de outra doença: o câncer endometrial. Estima-se que anualmente mais de 10 mil mulheres possam morrer por conta desse câncer, muitas veze não tratado.

O câncer de endométrio afeta principalmente mulheres que estão na menopausa, sendo de 61 anos a média de idade das pacientes diagnosticadas. A presença de comorbidades é associada com o aumento da predisposição de se desenvolver esse tipo de câncer. Essa predisposição se deve a fatores de risco para essa doença como ter mais de 50 anos, ter diabetes e/ou obesidade, além da predisposição genética.

Embora muitas vezes negligenciado, o câncer de endométrio tem sintomas bem característicos, que levam muitas mulheres a irem ao médico e buscarem pelo diagnóstico.

Causas, sintomas e fatores de risco

O câncer de endométrio é geralmente precedido e desencadeado por hiperplasia endometrial (um crescimento anormal do endométrio), podendo ser dividido em dois tipos, como iremos explicar com mais detalhes no decorrer do artigo. Os principais sintomas desse câncer são:

  • Sangramento vaginal anormal (após a menopausa, por exemplo), um sintoma que acomete mais de 90% das mulheres diagnosticadas com câncer de endométrio;
  • Dor pélvica, que pode ser forte, acompanhada por uma sensação de algo pressionando a cavidade pélvica, o que pode indicar tumores maiores;
  • Sintomas característicos do câncer, como: perda de apetite, sensação de cansaço, palidez (nas fases mais iniciais da doença) e obstruções intestinais, alterações intestinais e alterações na função hepática (características das fases mais avançadas desse tipo de câncer).

Como foi citado anteriormente, os principais fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença são:

  • Estar na menopausa;
  • Ter mais de 50 anos;
  • Estrogênio sem uso de progesterona. A produção de progesterona é responsável por controlar os níveis de estrogênio e protege o endométrio. Níveis muito baixos ou quase nulos de progesterona são associados com a obesidade, síndrome do ovário policístico, menopausa tardia, terapia com estrogênio sem progesterona e outras causas;
  • Ser portadora de diabetes, obesidade ou hipertensão;
  • Usar tamoxifeno há mais de cinco anos;
  • Ter no histórico pessoal ou familiar doenças como câncer de mama ou ovário,
  • Possuir uma dieta rica em gordura animal;
  • Hiperplasia endometrial;
  • Nuliparidade, ou seja, a mulher que nunca pariu.

Tipos de câncer de endométrio e seus respectivos tratamentos

Existem diversos tipos de câncer de endométrio, em diferentes estágios, sendo que quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, melhores são as chances de recuperação. De acordo com o estágio é proposto um tratamento específico, como por exemplo:

  • Estágio I: nesse estágio o câncer ainda está limitado ao corpo do útero e não foi disseminado entre os outros órgãos. Nesse caso, o tratamento consiste na realização de uma cirurgia para retirar o tumor e estadiar a doença. Os tumores que estão no estágio I não costumam precisar de tratamentos adicionais, por isso citamos a importância de um diagnóstico precoce.
  • Estágio II: nesse estágio o câncer já se difundiu para o tecido conjuntivo do colo de útero, mas cujo crescimento ainda se limita ao perímetro uterino. O tratamento comumente usado é a combinação entre a cirurgia para a retirada do tumor, acompanhada de sessões de radioterapia, administradas após a recuperação da cirurgia. A ordem também pode ser inversa: primeiro as sessões de radioterapia e posteriormente a cirurgia para remoção do tumor. Dependendo de como o câncer esteja se propagando e em qual grau esteja, pode ser indicada cirurgia para a remoção de trompas e ovários também.
  • Estágio III: nesse estágio o câncer já se disseminou para fora do perímetro uterino, sendo necessária a cirurgia para a remoção do tumor, podendo haver outros tratamentos cirúrgicos dependendo de onde mais o câncer tenha se instaurado. O tipo de cirurgia realizada nesse estágio da doença é o mesmo indicado para pacientes com câncer de alto grau.

Exames necessários para o diagnóstico

Ao falarmos dos estágios da doença, podemos ver a importância do diagnóstico precoce e de iniciar o tratamento no estágio inicial da doença, minimizando os riscos, as consequências e aumentando a sobrevida da paciente. Alguns exames são necessários para o diagnóstico da doença, como:

  • Exame pélvico, no qual o médico verifica o interior da vagina;
  • Ultrassom transvaginal;
  • Histeroscopia, onde o médico utiliza um aparelho que permite a visualização do interior da vagina, podendo coletar amostra para a realização de uma biópsia da área.

Alguns outros exames são necessários também para acompanhar a progressão da doença, em qual estágio ela está e a evolução do caso da paciente em tratamento, sendo eles:

  • Ressonância magnética do abdômen e da pelve;
  • Radiografia do tórax;
  • Exame físico;
  • Outros exames de imagem que o médico julgar necessário.

Conclusão

Sabendo mais sobre o câncer de endométrio é possível ver a importância do diagnóstico precoce e do tratamento logo no estágio inicial da doença. Por isso, caso você tenha algum dos sintomas listados ou seja do grupo de risco para o desenvolvimento do câncer de endométrio, procure hoje mesmo um profissional especializado para realizar uma consulta.

O instituto Crispi conta com profissionais experientes na área, sendo um centro de referência especializado no diagnóstico e no tratamento de doenças com alta complexidade ginecológica, principalmente as que têm relação com o endométrio. Agende hoje mesmo sua consulta, clicando aqui.

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