Endometriose e Estresse

A endometriose atinge cerca de 06 milhões de brasileiras, segundo a Organização Mundial de Saúde. É uma doença de causa multifatorial, e um dos fatores que pode estimular o aparecimento da doença é o estresse, assim como a ansiedade. A endometriose é uma afecção crônica e progressiva, portanto, o cuidado, tratamento e/ou profilaxia do seu retorno devem ser constantes.

O estresse influencia no aparecimento e gravidade da doença diminuindo os níveis séricos (ou seja, no sangue) das vitaminas e substâncias anti-inflamatórias no organismo, e aumentando os fatores inflamatórios. Essa condição vai diminuir a imunidade e facilitar o surgimento de qualquer condição que seja desencadeada por fatores inflamatórios, como é o caso da endometriose.

Em um estudo recente, realizados nas pacientes inférteis foram detectado níveis mais baixos de vitamina E e glutationa (potentes antiinflamatórios) nas mulheres com endometriose quando comparadas a mulheres sem endometriose, assim como menores taxas nas mulheres com endometriose em estágio mais avançado. E foi detectado também o aumento dos níveis de hidroperóxidos (potencial fator inflamatório que causa o estresse oxidativo das células) nas pacientes com endometriose mais avançada.

Por isso, para evitar o aparecimento da doença, controle da progressão e da recidiva é necessário que a mulher cuide bem de si, pratique atividade física, se alimente bem, não se cobre tanto no trabalho ou nas relações afetivas.

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