O papel da psicologia no tratamento cirúrgico da endometriose

O trabalho da psicologia no Instituto Crispi é apoiar as pacientes e seus familiares durante todas as fases do tratamento cirúrgico. Antes da cirurgia, em um encontro leve e descontraído, a psicóloga avalia as condições psíquicas da paciente, coletando informações relacionadas à história de vida, relação com a doença tratada, dificuldade para lidar com dores, libido e outros aspectos.

Outra responsabilidade da psicóloga é proporcionar a interface da equipe médica com as pacientes, visando facilitar a identificação e o esclarecimento de dúvidas, conflitos e outros tipos de dificuldades. Além de oferecer suporte emocional às famílias, orientações e esclarecimentos sobre procedimentos a serem realizados.

Toda a ação visa minimizar os desgastes decorrentes da intervenção realizada e até mesmo, em alguns casos, do processo de estresse emocional e físico decorrentes, muitas vezes, da demora no diagnóstico do problema a ser tratado. Em geral, algumas pacientes também apresentam frustrações e conflitos emocionais, como raiva, angústia, ansiedade e medo, comuns nos casos de doenças crônicas.

Além de todos os sintomas físicos que geram limitações, muitas mulheres com endometriose queixam-se de algumas alterações emocionais, tais como irritabilidade, tristeza, falta de satisfação, sentimento de incapacidade, entre outras. Em grande parte, essas alterações estão relacionadas aos sintomas que experimentam e ao tempo que convivem com eles.

Podem ainda se afastar do convívio social, diante da dificuldade de falar com as pessoas ao seu redor sobre a doença. Portanto, a atuação da psicóloga é justamente no suporte, auxílio e acolhimento, visando assegurar o equilíbrio e a harmonia, para superar o momento da cirurgia e propiciar uma melhor recuperação.

 

Fonte: Manual de Orientações

Por: Márcia Anselmo, psicóloga.

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