Portadora de endometriose deve tomar a vacina da Covid-19? Entenda a relação entre as duas.

Na imagem podemos ver a mão de um profissional da saúde segurando a seringa de uma vacina da Covid-19

Mesmo há mais de um ano convivendo com a pandemia do coronavírus, essa doença ainda traz muitas incertezas para todos. Muitos estudos foram realizados e encontraram associações de doenças que poderiam ser um fator agravante para os pacientes com Covid. Estudos mostraram que doenças crônicas podem agravar o quadro clínico dos pacientes acometidos pelo vírus, ao ponto de pacientes portadores de obesidade, diabetes e outras comorbidades serem consideradas um grupo de risco e receberem a vacinação de forma prioritária.

Embora seja considerada uma doença crônica, as portadoras de endometriose não foram enquadradas como grupo prioritário para a vacina. Um estudo publicado esse ano mostrou que as mulheres que participaram do estudo e eram portadoras de endometriose não tiveram maior suscetibilidade a infecções causadas por Covid-19. No entanto, esse estudo mostrou que essas mulheres manifestaram a Covid-19 de forma diferente em relação às mulheres que não possuíam endometriose, variando de acordo com a paciente, mostrando assim que são necessários estudos mais aprofundados sobre a relação entre as duas doenças, além de ainda mais pesquisas sobre a endometriose, uma das doenças ginecológicas que mais afeta mulheres.

Além disso, muitas mulheres têm dúvida ou receio se podem tomar a vacina da Covid-19. Entretanto, não há nenhuma contra indicação para que portadoras de endometriose não se vacinem, independente da vacina que for tomada. Se você possui endometriose, quando chegar a sua vez de se imunizar, não pense duas vezes e se vacine!

Há uma possível relação entre a Covid-19 e as fases do endométrio

O endométrio é o tecido que reveste a parede uterina. Ele possui uma baixa susceptibilidade para ser acometido pela infecção do coronavírus, mas essa susceptibilidade pode ser maior ou menor dependendo da fase do ciclo menstrual e da idade da mulher. No entanto, conforme mencionamos anteriormente, são necessários mais estudos para investigar a relação dessas duas doenças. Isso porque o endométrio vai se modificando durante o período menstrual.

É importante que a mulher conheça o que acontece durante o seu ciclo menstrual, para que possa notar possíveis alterações em sua saúde ginecológica. Durante o ciclo menstrual (que dura em torno de 28 dias), o endométrio vai se modificando e passando por três fases principais, que possuem além de alterações físicas, alterações hormonais. As três fases são:

  • Fase Proliferativa: sendo essa a primeira fase do ciclo menstrual, a que ocorre logo no dia seguinte ao último da menstruação. Essa é a fase em que as paredes do útero já se descamaram por completo, e o endométrio começa a crescer novamente.
  • Fase Secretora: essa fase ocorre aproximadamente na metade do ciclo menstrual da mulher (em torno do 14º dia após o início), quando ocorre a liberação de óvulos pelo ovário.
  • Fase Menstrual: a última fase do ciclo é quando o endométrio começa a se descamar e se tornar mais fino, que só ocorre caso não haja a implantação de um embrião.

Essas fases podem ser maiores ou menores dependendo do ciclo menstrual da mulher e caso ela faça o uso ou não de anticoncepcionais.

As principais alterações do endométrio

O estudo que citamos anteriormente no início do texto também mostrou que a Covid-19 pode também desencadear alterações no endométrio. As principais alterações no endométrio que são conhecidas hoje são:

  • Endométrio fino: chamado também de endométrio fino, em que o endométrio se torna tão fino que não se torna apto para a implantação do embrião. Essa alteração costuma ocorrer em mulheres que fazem o uso de anticoncepcionais durante um longo período de tempo;
  • Endométrio espesso: é também conhecido como hiperplasia endometrial, onde há o crescimento excessivo do tecido;
  • Hiperplasia endometrial: onde há um aumento das células endometriais, ocasionando um aumento do tecido. Essa alteração geralmente tem caráter hormonal, acometendo principalmente mulheres com mais de 40 anos;
  • Mioma uterino: é quando ocorre o surgimento de miomas uterinos que são pequenos tumores benignos, mas que podem afetar a fertilidade da mulher;
  • Pólipo endometrial: onde há o surgimento de pólipos uterinos, que embora sejam benignos podem afetar a fertilidade da mulher. Esse tipo de alteração costuma aparecer principalmente em mulheres que já passaram pela menopausa;
  • Endometriose: sendo uma das principais alterações endometriais conhecidas, o crescimento anormal do endométrio pode causar várias alterações nesse tecido. Além disso, o tecido endometrial pode acometer o pulmão, desencadeando a chamada endometriose torácica.

Independente do tipo de alteração, é importante que o ginecologista acompanhe regularmente a paciente e acompanhe a evolução da alteração do endométrio para que o melhor tratamento possa ser proposto, seja ele medicamentoso ou cirúrgico, principalmente para as mulheres que desejam engravidar futuramente, pois alterações no endométrio podem afetar a fertilidade das mulheres.

Como a endometriose pode afetar a gravidez

A endometriose pode ser sintomática ou assintomática, o que ocorre na maioria dos casos. Uma grande parte dos casos de endometriose são diagnosticados após a paciente se consultar no ginecologista, queixando-se de ter dificuldade para engravidar. Isso porque a endometriose acarreta em alterações do endométrio, como citamos anteriormente, e essas alterações acabam por dificultar a implantação do embrião no endométrio.

Além disso, em casos mais avançados pode ser necessário a remoção do tecido e até mesmo de partes do órgão acometido, como em casos mais graves da endometriose intestinal. É muito importante que a mulher se consulte regularmente com o ginecologista, para a detecção e diagnóstico precoce de doenças ginecológicas, como a endometriose. Quanto mais cedo forem identificadas, maiores as chances de sucesso do tratamento.

É importante também poder contar com profissionais especializados na área. O Instituto Crispi conta com profissionais especializados no diagnóstico e tratamento de doenças ginecológicas, para que a paciente possa ser acompanhada em todo o seu tratamento. Agende hoje mesmo a sua consulta (clique aqui e agende sua consulta).

E não se esqueça de que mesmo após ser vacinada, é necessário continuar seguindo as recomendações higiênico sanitárias, como lavar as mãos frequentemente, usar máscaras e fazer distanciamento social.

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