Útero septado pode afetar a fertilidade?

Algumas mulheres ao tentar engravidar encontram dificuldades e a partir daí começam a investigar as possíveis causas. As causas são diversas, como a endometriose, mas também podem ser ocasionadas por características genéticas e hereditárias, como é o caso das malformações congênitas.

Malformações congênitas podem afetar o útero e trazer alguns impactos para a vida da mulher, sendo que as consequências podem ser mais graves ou mais leves, dependendo da malformação e do tratamento realizado.

Essas malformações muitas vezes são assintomáticas e só percebidas quando investigadas. Uma malformação que não é tão falada mas que merece muita atenção é o caso do septo uterino, também chamado de útero septado.

O que é o útero septado?

O útero septado é uma malformação uterina congênita que ocorre ainda no desenvolvimento embrionário, e é caracterizada pela divisão do útero em duas partes, por conta do surgimento de uma membrana, conhecida como septo, que faz essa divisão.

Embora essa membrana divida o útero em duas partes, ela não causa sintomas e nem sinais, por isso comumente essa malformação é identificada durante a realização de exames ginecológicos de rotina. Existem outros tipos de malformações uterinas, e elas podem afetar a fertilidade da mulher, principalmente as que não buscam por tratamento adequado.

Tipos de malformações que merecem atenção

Embora o útero septado seja uma das malformações congênitas uterinas que mais merecem atenção, por ser a mais recorrente entre as malformações congênitas, existem outros tipos que também precisam de acompanhamento caso haja suspeita pelo ginecologista.

Durante o desenvolvimento dos órgãos genitais femininos, que ocorre em torno da nona semana de vida, pode ocorrer a malformação do útero, principalmente quando não há a fusão dos ductos de Muller. Quando essa fusão não ocorre, as principais formações que podem ocorrer são:

  • Útero bicorno;
  • Útero unicorno;
  • Útero duplo com vagina dupla;
  • Útero arqueado.

Todas essas malformações devem ser investigadas, principalmente se a mulher apresentar dificuldade para engravidar.

Útero septado e fertilidade

Por ser a malformação congênita uterina mais prevalente, o útero septado é associado com a infertilidade feminina. Isso ocorre pois essa malformação acaba por afetar o tamanho do útero, e a fixação do embrião e assim o feto não tem o espaço adequado para seu desenvolvimento.

Dessa forma, a mulher com o útero septado pode engravidar, mas o desenvolvimento adequado do feto dependerá da parte do útero em que ele está se desenvolvendo, sendo que o feto só se desenvolverá adequadamente se estiver crescendo no maior lado do útero septado.

Caso o feto comece a se desenvolver no lado menor do útero, há um grande risco de aborto espontâneo ou de um parto prematuro. Por isso é importante que a mulher que possui um útero septado mantenha acompanhamento ginecológico e seja orientada por seu médico caso deseje engravidar. Nada impede que a paciente com o útero septado engravide, mas o tratamento adequado garante maior sucesso a essa gestação.

Diagnóstico e tratamento do útero septado

Como citamos no início, a presença da membrana septo no útero não ocasiona nenhum sintoma, por isso o diagnóstico é dificultado nesses casos. A maioria dos diagnósticos ocorre durante a consulta ginecológica de rotina, após a suspeita do médico.

Após a suspeita clínica, que ocorre durante o exame de rotina ou durante a gravidez, o ginecologista solicita exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal e a vídeo-histeroscopia diagnóstica.

Caso haja a confirmação do útero septado, o tratamento consiste na remoção da membrana sepse que divide o útero em duas partes. Este tratamento pode ser cirúrgico ou então para tratar a infertilidade, como os métodos de reprodução assistida.

  • Tratamento cirúrgico para o útero septado

O tratamento cirúrgico é feito através da laparoscopia, para que haja a retirada da sepse. A laparoscopia é realizada para a retirada dessa membrana, e a cirurgia tende a ser parecida com a cirurgia realizada para o tratamento da endometriose. Embora a cirurgia seja de curta duração e minimamente invasiva, é importante que ela seja realizada por um centro especializado.

Após a cirurgia, a paciente pode ter sangramentos vaginais, por até seis semanas. Se após esse período a paciente continuar com sangramentos ela deve informar ao seu ginecologista. Por se tratar de uma cirurgia minimamente invasiva, após aproximadamente oito semanas desde a remoção do septo, a paciente já pode tentar engravidar.

  • Reprodução assistida

Outras formas de tratamento com foco na fertilidade da mulher consistem na reprodução assistida, como por exemplo com a fertilização in vitro, em que os óvulos são coletados diretamente dos ovários, para que a fecundação dos gametas ocorra em laboratório e após essa fecundação, eles são inseridos novamente no útero, no lado maior. Após algumas semanas, a mulher continua sendo acompanhada para avaliar a evolução da gestação.

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